sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O Transcendente: A razão do meu desespero!


Ele é assustadoramente bom
Terrivelmente amoroso
Poderosamente manso
Dominadoramente gentil
Fulminantemente perdoador
Aterradoramente santo
Majestaticamente humilde
Afligidoramente dadivoso
Esmagadoramente curador

Não há possibilidade de conhecê-lo e não amá-lo
Amá-lo e não adorá-lo
Adorá-lo e não obedecê-lo
Obedecê-lo e não servi-lo
Servi-lo e não viver
Viver e não buscá-lo
Buscá-lo e não encontrar
Encontrar-se e não se desesperar.

Ai de mim! Estou perdido! 
Porque sou homem de lábios impuros 
Habito no meio de um povo de impuros lábios, 
E os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos
Pois eu li os seus decretos, 
E contemplei as suas palavras.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O terrível juízo de Deus!

A passagem do Evangelho segundo João, cap 8;3 a 11, não mostra Jesus dizendo à mulher que ela não pecou, nem mesmo que os acusadores dela eram cruéis e pecadores, por quanto a acusavam de adultério. Cristo também não perdoou aquela mulher porque havia (eventualmente) falhas no processo de acusação, ou tão pouco por falta de provas. 

Também não é correto imaginar que a não condenação foi causada por ser Cristo sabedor do tamanho da pecaminosa humana e ao considerar o insignificante (ou quem sabe apenas comum) pecado (de adultério), concluí não ser justo punir a adúltera visto que a triste condição da humanida não podia (mesmo que apenas no momento) ser resolvida. Ou mesmo porque ele achava que a sentença era dura de mais. 

Cristo não inocentou a mulher e nem deu desculpas para seu pecado, não contemporizou ou contextualizou o caso. Não falou da carga emocional que essa mulher sofria; nem recorreu a uma sociedade dominadora e machista para lhe tirar a culpa. Não questionou a criação errada e a má educação dada por seus pais (líderes religiosos e escolas confessionais), nem mesmo à falta disso foi levantada! 

Cristo não buscou refúgio em nenhum dos artifícios que conhecemos: não disse que o problema dela era sociológico – ou quem sabe, psicológico – não lhe ofereceu conforto na negação de sua atitude repugnante, não minimizou sua má conduta pelas falhas do caráter do marido ou apenas culpou sua instabilidade emocional, e nem concluiu que a pobre mulher fora enganada por um amante espertalhão. 

Ele não deu um jeitinho para não parecer tão mal! Ele não se isentou da pecha de juiz e nem fugiu de dar uma opinião ou veredicto! E embora soubesse claramente da maligna intenção daquele grupo, não usou deste expediente para liberar a acusada. 

As palavras dele foram claras: “nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais”. Numa leitura mesmo que simples, se perceberá que o padrão de santidade exigido {por Deus} não mudou! Cristo declara aquela mulher como pecadora, e mais, pecadora da acusação levantada – ela era uma adúltera, ele sabia disso! Mas Cristo simplesmente não a condena. Não aplicar a pena que lhe era devida, pena justa – crime previsto e sentença acertada e conhecida. Não foi uma mudança de paradigma, nem mesmo um novo mandamento. Ele não burlou a Lei mosaica e nem se apoiu numa brecha legalista. 

Maravilhosamente, Cristo, teatraliza o perdão proposto pelo Pai ao enviar seu Filho à morte e morte de cruz. Em escala menor Cristo demonstra a clareza do seu oficio e a grandeza de seu trabalho. Cristo amavelmente lança sobre si a culpa dessa mulher, culpa essa real! Ele toma para si a maldição da morte e a justa exigência da Lei. Ele resolve livremente conceder, antecipadamente, preciosas gotas de seu sangue redentor, a essa adúltera. Num bendito escopo reduzido, mas não menos verdadeiro, do que ele fez por mim naquela Cruz! Cristo encenou ali de forma bem menos violenta o que estava disposta a fazer, por qualquer pecador que fosse (ou que for) levado à sua presença sem disfarce ou mascara que escondesse sua condição. 

Enfim, Cristo não é seduzido por nosso moralismo e nem constrangido pela nossa parca noção de justiça. Nem mesmo é subjugado por alguma façanha humana, e nem ele é oprimido pelos nossos pressupostos ou controlado pela nossa lógica. Cristo o Senhor, demonstrou nessa passagem misericórdia não por ela simplesmente, mas por nós. Ali, num profético ato, Ele nos declarou livres da morte e nos advertiu contra o pecado. 

Sejamos nós arautos dessa história! Não ofereçamos alivio ao pecador na diminuição da santidade exigida, nem falemos da isenção da culpa, pelo mimetismo sócio-político, ou da negação do pecado pelo fortalecimento psicológico, nem mesmo ignoremos o confronto do Cristo e sua Lei à nossa sociedade pecaminosa e diabolicamente doente, que em nome de um amor (ultrajante) a tudo permite. Anunciemos a cura e libertação o perdão proposto em Cristo Jesus, pois como nos foi dito: ele foi desprezado e rejeitado por todos nós, mas certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados

Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele à iniqüidade de todos nós. Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca. Com julgamento opressivo ele foi levado, pois ele foi eliminado da terra dos viventes por causa da nossa transgressão. Contudo foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o Senhor faça da vida dele uma oferta pela nossa culpa, ele verá sua prole e prolongará seus dias, e a vontade do Senhor prosperará em sua mão, porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. (Is 53 e Jo 3;16 - NVI adaptada)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Participe dessa enquete, votando em uma das alternativas no quadro ao lado.

Pra você, a Ciência não desmente a Bíblia, por que:
a- A Bíblia é a Verdade, a Ciência (com frequência) erra;
b- A Ciência desmente uma interpretação equivocada da Bíblia, e não a Verdade bíblica;
c- A Ciência e a Bíblia, não são forças concorrentes, elas "enxergam" de perspectivas diferentes;
d- Todas as alternativas anteriores;
e- Nenhuma das alternativas

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

AVISO AOS NAVEGANTES: Diálogo com Alvin Plantinga - Parte 1

Participei hoje de manhã de duas palestras no Simpósio de Filosofia da Religião, Ontologia e Epistemologia - Diálogo com Alvin Plantinga: E como me comprometi vai aqui algumas considerações iniciais:

1- O que me impressionou: Alvin Plantinga me impressionou. Não tanto a cara feliz e o aspecto gentil do velho, que me lembrou muito de Gandalf, o branco, inclusive o olhar penetrante que demonstra inteligência (por aqui dá pra notar que eu sentei bem em frente dele, na primeira fileira). Nem tão pouco pelo jeito de se vestir ou pelas contínuas brincadeiras e piadinhas que quebravam a monotonia de sua voz grave. Mas sim a simpatia e simplicidade dele. A palestra durou pouco menos de 1h, e se considerarmos o tempo perdido pelo tradutor, ele não é (ou não foi) prolixo. Sua abordagem foi simples e direta, excelentemente afirmou que nem na ciência Newtoniana e seu mecanicismo e nem a moderna física quântica e os “princípios da incerteza”, o que chamou de antiga escola e nova escola, respectivamente, há razões que impossibilitem a expectativa (crença, como algo plausível e racional) de um Deus que intervém. Em outras palavras, não há real incompatibilidade entre Fé e Ciência.

2- O que me entristeceu: A barreira da língua foi cruel. Não falo inglês, minha compreensão é limitadíssima, e o tradutor presente não ajudou em quase nada. Mas ir as palestras não foi tempo perdido. Primeiro que me deu mais um incentivo para o estudo da língua estrangeira, coisa que já estou providenciando solução (em menos de um mês deveremos, eu e minha esposa, começar um curso de idiomas). Segundo porque praticamente todo o discurso de A. Plantinga estava escrito e alguém se deu o trabalho de traduzir, essa tradução foi disponibilizada no telão, assim consegui acompanhar praticamente tudo o que ele disse. 

3- O que não me surpreendeu: a falta de rigor e lógica é um mal que realmente atinge a academia atual. No fim da primeira palestra algumas perguntas foram feias por alunos de filosofia – que lástimas! Não passou de uma tentativa de tabular uma opinião (coisa que não estava sendo oferecida aos ouvintes) que em geral não passava pelo escrutínio de um bom pressuposto, quando não era apenas para impressionar, por uma pretensa capacidade de si dirigir diretamente ao palestrante em um inglês – “macarrônico”, diga-se de passagem. 

Eu não irei hoje à tarde às palestras, por uma série de pequenos problemas (vou citar apenas 3: a distância da minha rota; a agenda apertada; e a forte dor de dente), amanhã estarei novamente lá pela manhã se Deus permitir. Provavelmente vou conseguir os textos das palestras e se o Senhor me der graça, postarei algo sobre os assuntos.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Sola Omni Scripturae!

Jesus era tão revolucionário, tão polêmico, tão inovador, tão despreocupado com tradições, legalismo ou costumes que a única razão para ele não ter comissionado mulheres para serem apóstolas, é o simples fato de não querer mulheres na liderança da Sua Igreja. Daí estou absolutamente certo que ainda hoje ele não o quer (afinal seria estranho  pra dizer o mínimo  um Deus imutável mudar de opinião). Por isso sou contra a ordenação de mulheres como pastoras, líderes, apóstolas ou episcopisas (para quem não sabe, a forma correta de dizer "bispa").


Você pode achar isso um modo muito pequeno de enxergar o cristianismo e dizer: nós temos que nos adequar aos novos tempos; ou, pode simplesmente  não se preocupar com "coisas secundárias": há muitos para evangelizar; não tenho tempo para teologia! Tudo bem, fique a vontade, você é livre! Eu ao contrário sou escravo e mesmo estando consciente da minha incapacidade de seguir o Caminho, eu luto para conseguir. 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Pare, leia e ore!

Esse é o primeiro post abertamente político que exponho aqui. Não que eu ache a temática  irrelevante ou mesmo profana, não é! Acho mesmo que precisamos falar de tudo e retomar o controle da sociedade (não para Cristo, pois ele sempre está no controle e exatamente por isso a Igreja, corpo de Cristo, vai se manifestar e impedir - de alguma forma - essa completa insanidade). Assim reproduzo abaixo o texto de um amigo que sintetiza a forma como devemos pensar (eu bem poderia trazer muitos outros textos de muitos outros amigos, mas esse foi certeiro, simples e até poético), por isso leia, pense e ore!


Do hospício e dos céus para moluscos (por Roberto Vargas Jr.)



Já faz tempo que nosso mais famoso molusco tem dado mostras de sua loucura crescente em sua síndrome messiânica.

Não é só que ele traz as boas novas em estandartes vermelhos, mas nele se apresentam a salvação e a onipotência. “Sem mim nada podeis fazer”, por certo ele sabe! Por sinal dos tempos tem ele dividido a história humana em AL/DL. Nada mais conveniente ao local próprio aos deuses deste século.
Não tenho, entretanto, lá muita esperança que um hospício seja enfim sua casa. Pois este século é mesmo tão louco quanto ele e talvez o mundo todo e não edifícios seja este local apropriado.
E assim o messias dos mares vem declarando seu evangelho em seu tempo, sem temer o Messias Eterno:
Bobagem, essa coisa que inventaram que os pobres vão ganhar o reino dos céus. Nós queremos o reino agora, aqui na Terra. Para nós inventaram um slogan que tudo tá no futuro. É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um rico ir para o céu. O rico já está no céu, aqui. Porque um cara que levanta de manhã todo o dia, come do bom e do melhor, viaja para onde quer, janta do bom e do melhor, passeia, esse já está no céu.
Ler não leu, pois apenas dorme sob os encantos de seu druida desafinado que insiste em fingir que também escreve, mas aprendeu bem as lições de seu escriba-mor. Em tempos de verdades, esconde a Verdade para afirmar a verdade soteriológica em termos de comida, bebida e, vejam só, passeios… Seja como for, a história em termos do que se tem…

Certamente vive ele próprio no céu que concebeu. Sim, também nasceu e sofreu. Mas fez melhor e subiu aos céus sem precisar ser crucificado. Agora se assenta, não à direita, mas em seu próprio trono majestoso a declarar justos e injustos.

É bom aproveitar seu trono neste hospício. Pois, a menos que se arrependa, este será o único céu que conhecerá!

SDG!