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terça-feira, 4 de julho de 2017

Nome Sobre Todo Nome

Adão falhou em cumprir a Lei de Deus, e nos legou a morte; Jesus, o novo Adão, cumpriu toda a vontade de Deus, inclusive até a morte, e morte de Cruz, nisso deu vida aos seus.

Abel por oferecer sacrifício mais agradável a Deus que o seu irmão Cain, foi assassinado por ele; Cristo morto foi o melhor e mais agradável sacrifício feito ao morrer pelos seus irmãos.

Noé aparelhando madeiras construiu a Arca que salvou oito pessoas e alguns animais do grande dilúvio, sentença divina contra o mundo infame; Cristo, pregado no madeiro, sofrendo a justa sentença divina contra infames pecadores, salvou uma multidão que ninguém pode contar e resgatou toda a Criação da ignomínia que, pela Queda, foi levada.

Abraão ofereceu seu filho, tão amado, em sacrifício de obediência a Deus, e pela fé lhe foi imputado justiça; Cristo é o Filho Amado que se ofereceu por sacrifício, em obediência ao Pai, e isso NOS foi imputado por justiça.

Moisés, na morte de um cordeiro, como que substituto dos seus primogênitos, pela fé libertou o povo da escravidão do Egito; trouxe a Lei de Deus para o Povo e construiu o Tabernáculo; conduziu essa nação a Terra Prometida; Cristo, o Filho Unigênito, cordeiro de Deus, morreu em nosso lugar, para que fôssemos livres da escravidão do pecado; implanta, por seu Espírito, a Lei divina em nossos corações, é o Tabernáculo de Deus entre os homens, e nos conduz, como bom pastor, para a Nova Jerusalém.
Davi, o grande rei, tem seu trono estabelecido para sempre, mas morreu em ditosa velhice; Cristo, o Descendente de Davi, Reina agora e Eternamente, amem!

Salomão, o mais sábio dos homens construiu o Templo para Deus; Cristo destruiu e em três dias reconstruiu o Templo, seu Corpo, a Igreja, agora verdadeiro e eterno, onde Deus habita perpetuamente com seu povo.

Daniel e seus três amigos, capturados na Babilônia, em firme propósito de não se contaminar com as iguarias do rei, foram melhores conselheiros e abençoaram os exilados no cativeiro babilônico; Cristo assumindo a forma de servo, se humilhando e sofrendo todas as agruras das tentações humanas, é o Maravilhoso Conselheiro que nos abençoa aqui, já, agora nesse cativeiro.

Esdras e Neemias reconstruíram os muros de Jerusalém e reedificaram a cidade Santa; Cristo é nossa segurança, habitação eterna e em bonança.

João Batista, segundo ele mesmo, não era digno de desatar a sandálias de Cristo, no então segundo o próprio Cristo ele foi o maior dos profetas porque viu a Cristo, o objeto de suas previsões.

Ora se Cristo é o cumprimento perfeito de cada promessa feita no passado, de cada alusão e figura, o fio escarlate que une todas as história da Bíblia, a quem Deus-Pai fez convergir todas as coisas; deixe as coisas que para trás ficam e corra a carreira que lhe está proposta.

Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão, abandonemos todas as fábulas e genealogias sem fins, e nos fixemos firmemente no Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

O Dia do Cristão

Com a Ressurreição na manhã do primeiro dia da semana, Cristo não só introduziu uma mudança significativa na contagem do tempo, parece certo que o cristão prefere -- como é no mundo ocidental, mesmo que a meia noite e um seja do outro dia, sempre pensamos na madrugada associada ao dia anterior que surge na prática com o nascer do sol* -- manha e tarde, luz e trevas, o contrário do hebreu (e depois judeu) e da utilização bíblica, trevas e luz, tarde e manhã. Nosso Senhor trazer o Dia do Descanso não ao fim do jornada de trabalho, mas ao início da semana, lança óbvia luz sobre a relação com a Lei, verdadeiro prazer, e não um fardo, na vida do cristão, bem como afirma a nossa (do Eleito, o verdadeiro cristão) dependência unicamente de dEle, de Seu Trabalho, Sua Graça. Diferentemente do que se pode imaginar, não trabalhamos seis dias, e fazemos toda as nossas tarefas para então no Sétimo termos o direito de descansar; temos, imputado, nosso Descanso na Obra de Jesus Cristo, e por isso somos chamados a trabalhar.
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*o costume provavelmente venha da veneração solar comum em diversos povos, mas o ponto é que o Cristão passou a marcar o tempo assim e o mundo ocidental, a cristandade, o faz certamente por causa da influência modificadores de Cristo.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A (Nossa) Igreja do Apocalipse

Pra começo de conversa...         
As Sete Igrejas do Apocalipse. Este tema – como tantos outros relacionados ao Livro de Apocalipse de João – com certeza desperta curiosidade, essa curiosidade nem sempre é seguida de um interesse de estudá-lo profundamente, embora seja um assunto conhecido e até divulgado com freqüência nas igrejas. Em termos gerais as ‘Sete Igrejas’ ou as ‘Igrejas do Apocalipse’ são consideradas como um assunto escatológico, concernente às coisas que ainda vão acontecer, ou ainda, como tipologia de eras da Igreja. As vezes esse tema é aplicado na ‘vida espiritual’[1].
É provável que para todos nós – pelo menos uma vez – já foi feita a pergunta em tom grave, num apelo visceral de uma voz impostada: qual das SETE IGREJAS VOCÊ É!? E a resposta: Filadélfia, Esmirna, sofridas, mas sem defeito; Pérgamo, assolada pelo Diabo; talvez Éfeso operosa, porém esquecida do primeiro amor. Então uma a uma, cada Igreja é dessecada, e suas manias, defeitos, aflições e virtudes são apresentadas, contextualizadas, compreendidas; e, no balaço final, na conclusão, você soma os pontos e descobre qual das ‘Sete Igreja’ você é!

Não estou dizendo que isso está errado, porém entender que cada uma das Sete Igrejas era uma comunidade real, com pessoas reais, vivendo problemas reais muda muito a forma como lemos, interpretamos e aplicamos este ‘tema’ ou trecho na vida prática da Igreja dos nossos dias.

sábado, 18 de setembro de 2010

O 11 de Setembro? - Eu, você e o mundo!

Pra começo de conversa...
Esse post bem poderia ser apenas uma resposta dentro dos comments do artigo “O 11 de Setembro?”, mas eu resolvi postar esse novo texto como um complemento ao artigo, depois de pensar muito no comentário do estimado irmão Jorge Isah. Afinal a proposição apontada por ele, o “porém” descrito, merece ser melhor analisado. É assim que esse post deve ser lido, não como uma resposta ou defesa do meu posicionamento frente alguma contrariedade – que, diga-se de passagem, a meu ver, não houve – mas como um esclarecimento, uma extensão do que ficou espremido no último parágrafo do post anterior, uma melhor explanação do que defendo como a atitude cristã correta frente às vicissitudes da vida.
Uma introdução: ou, breve explicação para quem ainda não entende a nossa (do cristão) relação com o mundo. 
          Não nego que o mundo tenha coisas boas ou mesmo que progrediu, ou tem avançado. Uma rápida análise histórica e já ficamos impressionados com o que conquistamos. Em pouco mais de um século deixamos as carroças de tração animal e passamos a andar em carros cada vez mais rápidos, seguro e confortável; hoje somos capazes de dar a volta na circunferência da Terra em 18 horas em um avião comercial: um ônibus espacial faz isso em menos de 30 mim; estamos à distância de um “click” das muralhas da China; nossa voz ecoa no universo digital em proporções globais. Mais de 80% dos grandes cientistas da história ainda estão vivos e atuantes em nossa geração; conhecemos a cura para um sem número de problemas de saúde; cirurgias podem ser feitas num bebe quando ainda dentro do útero materno; somos capazes de realizar uma infinidade de transplantes de órgãos por dia. Conquistamos o direito ao voto e todos – pelo menos na teoria – são iguais perante a Lei. 

sábado, 11 de setembro de 2010

O 11 de Setembro?

          “Lugares comuns” são perigosos. Imagino que muitos sites estão falando sobre os eventos de 11 de setembro de 2001, e estou atraído a falar deles também.

          Muitas descrições, testemunhos e fotos dos ataques terroristas às torres gêmeas do WTC foram e ainda estão sendo divulgados. As histórias de heroísmo de bombeiros – ou mesmo de pessoas comuns – que perderam suas vidas salvando dezenas de outras, se amontoam mostrando o valor de alguns indivíduos. Entretanto juntamente com essas histórias fantásticas, crescem as teorias conspiratórias. Algumas dessas teorias são ate interessantes e mais elaboradas que outras, e se apóiam em algumas perguntas não respondidas e em conjecturas de fatos plausíveis. Entretanto, muitas dessas teorias, são motivadas por uma vontade (infantil) de tornar-se parte da historia recente ou por maldosas especulações comerciais produzidas por pessoas sem o menor escrúpulo, outras tantas, são motivadas pelo desejo sórdido dos “15 minutos de fama”.

          O 11/09 foi um evento traumático, marcou não só a cidade de Nova Iorque e a nação Americana, como o coração todos os homens. E deixou claro que o dinheiro e as armas não são capazes de proteger, que o sonho do progresso é efêmero, e que as colunas erguidas pelo capitalismo também podem ruir. Alguns se sentiram culpados pela arrogância em que viviam e adotaram uma vida mais simples, na expectativa de passarem despercebidos e assim sobreviver mais tempo, outros, não poucos, apoiaram as investidas militares enérgicas da administração Bush.