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segunda-feira, 3 de julho de 2017

O culto e as festas

Sobre festa junina, de São João, Sem João, do Milho, da Roça ou atividades similares nas igrejas evangélicas:

Não há duvidas, muitas igrejas que nessa época do ano fazem festas, não estão celebrando um dia (ou a memória de algum) santo*; sei que há muitos lugares onde essas festas também estão livres de sincretismo religioso e mundanismo, e que são apenas expressões sócio-culturais. Creio que a manifestação da alegria ou a mera oportunidade de estarmos juntos felizes, de festejar, não só é algo bom, como reflete, de algum modo, as verdades cristãs. Mas nesse assunto, como em todos os outros, ser prudente é mais que necessário, e sem demora devemos buscar subsidiar nossas decisões diretamente na Palavra.

A mera aparência com as celebrações seculares deveriam nos fazer repensar a prática em nossas igrejas. Devemos fugir da aparência do mal. Não é difícil perceber que em tais situações a facilidade para a vazão de nossa carnalidade é maior, o que também deve ser considerado. Ora, se temos servido, como instituição, de pedra de tropeço, já não devemos mais agir assim (Rm 14;21).

Mas em 1Co 11, o apóstolo Paulo reprova a Igreja que se reunia para celebrações. Pode parecer que ele estava apenas rechaçando os maus hábitos dos irmãos quando se juntavam para cultuar, mas quando ele diz "Não tendes, porventura, casas onde comer e beber?”(v.22) ele vai além, desconstrói o direito deles estarem ali, em santo ajuntamento, para comer e beber. Tal coisa fica ainda mais confirmada quando ele passa a normatizar a Ceia do Senhor (v. 23 e diante). Isso claramente indica, a Santa Convocação (a Igreja reunida no nome de Cristo, o culto) é para a proclamação do Evangelho – tão somente pela pregação e administração dos sacramentos – e não para festividades sociais e culturais.

O ponto é: Igreja não é lugar de fazer festa, nenhuma! E não saia pela tangente dizendo 'e se alugar uma chácara' ou 'estaremos na casa de irmãos ou num hotel'. O problema não é com o uso da nave ou sala de cultos, e muito menos com o espaço físico da congregação... o caso é com a ideia de espiritualizar aquilo que é apenas comum, ordinário, fisiológico (humano) e atrelar com o entrar na presença divina, sob a mediação do Cordeiro (o santo culto); ou ainda, por associação, outros erros: como crer que tais eventos sejam formas válidas de evangelismo ou pior, um jeito eficaz de manter as pessoas (porque felizes e animadas) frequentes na igreja.

Festa é festa, culto é culto. Nem faça do culto uma festa, nem da festa um culto! Igreja (culto, celebração, adoração) não é lugar (ou situação) para festa, gracejos, piadas, brincadeira, diversão, barulho, bagunça, e – nem se anime achando que esse post é um salvo-conduto para curtir as baladas do mundão – lembre-se, crente não festeja com o inferno!
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* prática reconhecidamente católica romana.
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Em passant sobre as festividades comuns nessa e em outras épocas do ano e sua ocorrência no cenário evangélico brasileiro; em trânsito de "O culto segunda a Bíblia".
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segunda-feira, 26 de junho de 2017

O Dia do Cristão

Com a Ressurreição na manhã do primeiro dia da semana, Cristo não só introduziu uma mudança significativa na contagem do tempo, parece certo que o cristão prefere -- como é no mundo ocidental, mesmo que a meia noite e um seja do outro dia, sempre pensamos na madrugada associada ao dia anterior que surge na prática com o nascer do sol* -- manha e tarde, luz e trevas, o contrário do hebreu (e depois judeu) e da utilização bíblica, trevas e luz, tarde e manhã. Nosso Senhor trazer o Dia do Descanso não ao fim do jornada de trabalho, mas ao início da semana, lança óbvia luz sobre a relação com a Lei, verdadeiro prazer, e não um fardo, na vida do cristão, bem como afirma a nossa (do Eleito, o verdadeiro cristão) dependência unicamente de dEle, de Seu Trabalho, Sua Graça. Diferentemente do que se pode imaginar, não trabalhamos seis dias, e fazemos toda as nossas tarefas para então no Sétimo termos o direito de descansar; temos, imputado, nosso Descanso na Obra de Jesus Cristo, e por isso somos chamados a trabalhar.
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*o costume provavelmente venha da veneração solar comum em diversos povos, mas o ponto é que o Cristão passou a marcar o tempo assim e o mundo ocidental, a cristandade, o faz certamente por causa da influência modificadores de Cristo.