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segunda-feira, 1 de abril de 2024

10 rápidos conselhos para quem vai fazer uma devocional a partir de um texto bíblico:

1️⃣ Oração por Orientação Divina - Inicie com uma oração sincera, pedindo ao Espírito Santo que guie seu estudo e compreensão da Palavra de Deus.

2️⃣ Leitura em Diferentes Versões - Leia o texto bíblico em estudo em várias versões diferentes para obter uma compreensão mais ampla e clara do seu significado.

3️⃣ Contexto Imediato - Leia o contexto imediato dos versículos para entender o cenário e as circunstâncias em que foram proferidas as palavras de Jesus.

4️⃣ Anotações e Reflexões - Faça anotações sobre o texto lido, respondendo a perguntas simples sobre quem são as pessoas mencionadas, onde ocorre a passagem e a quem são dirigidas as palavras e reflita sobre o significado, implicações práticas e relevância contemporânea.

5️⃣ Observação dos Termos no Idioma Original - Observe os termos em hebraico, aramaico e grego do verso em estudo, destacando seu significado histórico e a relação das palavras usadas na tradução para a compreensão do texto hoje.

6️⃣ Leitura de Comentários Bíblicos: - Consulte diversos comentários bíblicos de autores confiáveis para obter entendimento mais profundo e detalhes adicionais sobre o texto.

7️⃣ Pesquisa na Internet - Faça uma ampla pesquisa na internet sobre o texto, incluindo pensamentos errados e heresias comuns, para ter uma compreensão mais abrangente e evitar interpretações equivocadas.

8️⃣ Desenvolvimento do Esboço Devocional - Utilize as reflexões e anotações feitas, especialmente observando o material de autores consagrados e evitando as mesmices e banalidades, erros e heresias pesquisados para desenvolver um esboço devocional, que dirigirá sua apresentação, incluindo pontos-chave, frase objetivas e aplicações práticas.

9️⃣ Finalização e Revisão - Revise o esboço devocional, assegurando-se de que está claro, conciso e centrado na Palavra de Deus; finalize o esboço com uma conclusão que reforce a mensagem principal e convide à reflexão e oração.

🔟 Oração de Encerramento - Termine sua preparação com uma oração, pedindo a Deus que abençoe aqueles que participarão da devocional e que seu Espírito Santo continue a guiar suas vidas.

quarta-feira, 27 de março de 2024

RÁPIDA REFLEXÃO SOBRE O SERMÃO EXPOSITIVO

O sermão tem sido um instrumento crucial na transmissão da Verdade Divina ao longo dos séculos no Cristianismo. No entanto, muitas vezes, na ânsia de transmitir mensagens significativas e relevantes, nos limitamos a fórmulas prontas, repetições de comentários famosos, tecnicismos frios e impessoais ou, pior, tornamos tudo um arroubo de psicologismos baratos de frases prontas e cuidadosamente pensadas para provocar arrepios e não mudanças. Por isso mesmo, é imprescindível que o sermão seja expositivo-bíblico.

PREGAÇÃO, UM IMPERATIVO:
A pregação expositiva é um expediente divinamente instruído para o ensino do Povo de Deus. Profetas, apóstolos e líderes espirituais foram comissionados por Deus para proclamar Sua Santa Palavra ao povo. Algumas passagens bíblicas, mesmo de forma simples, destacam a grande importância da prática. Em 2 Timóteo 4:2, por exemplo, o apóstolo Paulo exorta seu discípulo Timóteo a pregar a palavra, estar preparado a tempo e fora de tempo, repreender, corrigir e encorajar com toda a paciência e doutrina. Já em Romanos 10:14, Paulo questiona retoricamente: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?”

UMA ANÁLISE TÉCNICA:
Um sermão expositivo vai além da superficialidade típica na mera leitura da Palavra, não só porque busca elucidar o significado mais profundo dos textos bíblicos, mas especialmente porque é ministrado em um momento público e solene, diante de uma congregação que se reuniu diante de Deus para esse propósito em obediência à Santa convocação. É verdade que esse tipo de discurso envolve uma análise cuidadosa e detalhada da perícope, levando em consideração o contexto histórico, cultural e linguístico em que foi escrito, bem como as intenções do autor e peculiaridades dos ouvintes originais.

Um exemplo notável disso encontra-se em Neemias 8:8, onde os levitas “liam distintamente no livro, na lei de Deus; e explicavam o sentido, de modo que entendessem a leitura”. Aqui, vemos a importância não apenas de ler a Palavra, mas também de explicar seu significado para que o povo possa compreender verdadeiramente o que está sendo transmitido. Por outro lado, lemos em 2 Timóteo 2:15 que Paulo instrui a Timóteo “procura apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. Isso ressalta a responsabilidade do pregador em estudar e interpretar corretamente a Palavra de Deus, a fim de transmitir com precisão suas verdades aos ouvintes.

UMA PERSPECTIVA MAIS PROFUNDA:
Entretanto, é dever do expositor da Palavra apresentar questões não apenas sobre o conteúdo textual, mas também sobre o propósito subjacente por trás da mensagem que foi comunicada, em seu tempo e contexto. Detalhes históricos, exemplos laterais, exegese de terminologias específicas, antecedentes dos autores e leitores originais, são alguns “lugares comuns” que todo sermão expositivo competente deve visitar. Mas além disso, é fundamental examinar como as verdades espirituais e os ensinamentos bíblicos podem ser aplicados de forma direta à vida dos ouvintes.

O pregador precisa buscar conectar os princípios eternos da fé com os desafios e questões enfrentados pela sociedade contemporânea, e nisso oferecer orientações inspiradas para aqueles que buscam compreensão e direção. Isso também requer uma análise cuidadosa das necessidades, preocupações e experiências da congregação a quem a prédica se destina. Ou seja, ele precisa ler não apenas o Texto Sagrado corretamente, mas também a comunidade a quem vai entregar o sermão – se não fosse assim, bastaria entregar um livro de comentários da Bíblia ou, mais facilmente, indicar estudos e sermões gravados pelos doutores nas redes sociais – não podemos ignorar que a pregação é prerrogativa do pastor titular na igreja local, o que põe termo aos pregadores itinerantes e convidados especiais.

INDO MAIS PROFUNDO:
Para ajudar nessa tarefa, um exercício útil e simples para a elaboração de sermões é responder a três perguntas fundamentais: O que o autor disse? O que o autor está dizendo? O que o autor está me dizendo? Essas perguntas nos ajudam a transcender a mera transmissão de informações e nos desafiam a pensar de forma mais profunda e significativa sobre o conteúdo e a aplicação prática de nossos sermões. Ou seja, o sermão vai além de uma análise histórico-gramatical de um texto. Claro que essencialmente a pregação será expor as ideias, argumentos e afirmações que o próprio autor transmitiu originalmente. Por isso, é preciso voltar ao contexto, explorar as razões, objetivos e detalhes dos versos em questão. Mas o expositor precisa demonstrar como o Texto é aplicável atualmente, ou seja, como ele se conecta com os nossos dias, quais princípios ele aponta. É válido fazer conexões com toda teologia bíblica e sistemática, e demonstrar como eles estão presentes na nossa tradição e confessionalidade, mas não se pode prender a Palavra de Deus como solução para um contexto passado e nem à mera concatenação de verbetes clássicos.

DEUS FALA COM VOCÊ, PREGADOR:
Por tudo isso, é necessário que a exposição seja verdadeiramente um sermão bíblico com aplicação pessoal. O pregador deve ter em mente que ele é o primeiro alvo do texto em questão e, em algum sentido, a forma como o texto se relaciona com a sua vida, com as suas idiossincrasias e até com seus pecados, deve ser também o alvo do escrutínio da Palavra na preparação do sermão e de algum modo deve permear toda a exposição. Não que o personalismo deva reger a homilia, mas esse aspecto pessoal não deve ser desprezado. Deus não usa homens para transmitir sua verdade por acaso. Aqui novamente ressalta-se a importância do ministro Ordenado de uma vida moral inquestionável, não à toa, mormente, chamado de reverendo.


CONCLUSÃO:

É só depois disso então é que o resultado poderá ser organizado em uma fala toda coerente que se aproxima de uma aula, mas se expande em ares proverbiais, arraigada nas Escrituras, que seja fácil de ser compreendida, assimilada e até memorizada. Em última análise, a elaboração de sermões é uma oportunidade para comunicar verdades eternas de uma maneira que ressoe com a vida e as experiências das pessoas que nos cercam. Ao adotarmos essa abordagem analítica e reflexiva na construção de sermões expositivos, certamente seremos melhores em transmitir as orientações divinas para aqueles que buscam uma conexão mais profunda com Deus.


QUE SEJAMOS MAIS DILIGENTES SERVINDO MELHOR AQUELE QUE NOS COMISSIONOU E, NISSO, ENTREGANDO MELHORES SERMÕES PARA QUE AS VIDAS DOS QUE NOS OUVEM SEJAM IMPACTADAS PELA PALAVRA DE DEUS.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

MEU CORPO, SUA REGRAS, SENHOR!

Primeira carta de Paulo aos Coríntios, Capítulo 6, versos 20 - pois foram comprados por alto preço. Portanto, honrem a Deus com seu corpo.

A cada dia, cuidar do corpo, da saúde física e até da aparência através de uma boa alimentação, exercícios, hidratação, etc., tem-se tornado uma obsessão hodierna. Academias, cirurgias, suplementos, isotônicos, remédios e procedimentos se avolumam prometendo não só longevidade, mas principalmente qualidade de vida.

Mas o que tem movido você a cuidar do seu corpo? É o medo de envelhecer? A melhoria na qualidade de vida? Aumentar o condicionamento para enfrentar o 'batidão'? A busca pela beleza? Perder peso? Ganhar força? Caber naquela roupa nova? Passar na prova de aptidão física do emprego dos seus sonhos?

Nada disso é errado. Guardadas as devidas proporções, fico feliz por você, mas preciso te informar que isso não é tudo. Não basta cuidar do corpo para diminuir os efeitos do tempo e maximizar o vigor ao ápice, alcançar objetivos nobre e bons. Não é suficiente garantir qualidade de vida, especialmente quando por vida nos referimos apenas aos aspectos material, social e psicológico.

Há uma dimensão espiritual que permeia e transcende o que nós compreendemos por vida, e obviamente põe termo ao conceito de qualidade dela. A rigor, é onde se manifesta a Vida, da qual nossa natureza (corpo, mente, emoção, sentimento) pega emprestada sua essência. E aí está o x da questão: como está a qualidade espiritual da sua vida? Ou, mais comumente, como está a sua vida espiritual?

Pode parecer estranho falar de espiritualidade diante de um verso bíblico que aponta a obrigação de honrar a Deus com o corpo, mas é que nossos corpos estão ligados ao nosso espírito, de forma que um não é nada sem o outro. Ora, a boca fala o que está cheio o coração, os pés são ligeiros para caminhar no mal e os olhos miram aquilo que é o nosso desejo. É a parte imaterial do nosso ser que, de uma forma ou outra, dirige as ações feitas no e com o corpo. Então a fonte de tudo vai se resumir ao que está no interior do homem.

A verdade é que só honraremos ao SENHOR com nossos corpos, se e somente se, tivermos sido comprados pelo Sangue de Jesus. Ou seja, só é possível agradar a Deus se todo o nosso ser tiver sido resgatado para e por Ele. Isso é, nossos corpos foram resgatados, nossas mentes foram resgatadas, nossos corações, desejos e razões foram resgatados. Mas esse resgate, obviamente, significa mais que meras palavras. É por causa disso que nossas atitudes, que se manifestam através do nosso corpo, devem se alinhar com o Sacrifício de Cristo, a morte de Jesus na Cruz, o alto valor com que Ele nos resgatou.

Uma vida realmente transformada é aquela que no interior tem como base a vontade divina e, então, exteriormente, um proceder que honra a Deus, efetiva e materialmente diferente do mundano. É viver aqui em uma disposição com a de Cristo, isso é, servindo, primeiro ao Pai e, por isso mesmo, ao próximo. Com palavras, fatos e atos do verdadeiro amor. E então, verdadeiramente, você estará honrando a Deus...

...também com o seu corpo.


Sem mais, Graça e Paz.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

SEU TRABALHO É INÚTIL?

Salmo 127, verso 2 -  Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem.

A Palavra de Deus começa dizendo que Ele criou o homem, Adão, com o propósito de governar o mundo criado. No entanto, ela nos diz também que o SENHOR designou um trabalho para ele: proteger e cultivar o Jardim do Éden. Ou seja, sendo a primeira 'profissão' a de jardineiro, criada pelo próprio Deus, não se deve jamais concluir que o trabalho seja uma maldição.

Entretanto, é certo afirmar que depender do trabalho, especialmente de algum tipo difícil e extenuante, é sim um castigo divino; parte da maldição trazida pelo Pecado Original. Afinal, antes da Queda, o homem podia comer livremente de toda árvore frutífera plantada por Deus, mas depois do Pecado, seria do suor do rosto que ele teria o que comer, e com dificuldade, inclusive vinda da fraqueza da terra, que, além de tudo, produziria conjuntamente as "ervas daninhas".

Mas não é por isso que devemos inferir que é na força do nosso trabalho que estaremos seguros. Afinal, a Bíblia também aponta que, mesmo sendo extremamente diligentes em nossas tarefas, o resultado não é garantido. Muitas vezes, o trabalho correto e bom, até o mais extenuante, é verdadeiramente inútil. De fato, a Palavra afirma que situações, imprevisíveis, corriqueiramente, afetam tudo e todos, e por fim, o que era esperado não vem.

Não que a Palavra de Deus valorize o ócio ou dignifique a malandragem. Deus não valida a irresponsabilidade; não devemos tentar a Deus, quer seja pulando de um pináculo acreditando que Ele não permitirá que nos machuquemos, ou acreditando que os gastos excessivos do cartão serão "magicamente" pagos com orações feitas e versículos citados fora do contexto. Mas a verdade é que as Escrituras Sagradas são prodigiosas em harmonizar duas ideias aparentemente antagônicas: devemos trabalhar como se tudo dependesse de nós, mas ter a certeza de que tudo depende exclusivamente dEle.

Quando no verso 2, o salmista afirma que o trabalho intenso, imparável e desgastante é inútil, a razão desse diagnóstico não está na forma, quantidade ou dificuldade do trabalho, e nem mesmo no propósito ou razão dele. O problema todo gira em torno do valor do resultado. Especialmente, o valor eterno. Na verdade, todo o Salmo 127 está dizendo que o SENHOR é quem valida o trabalho que realizamos. Qualquer que seja.

Em outras palavras, Ele avalia e atribui resultado às nossas ações. Deus é quem certifica com crescimento a boa semente plantada. NOTE, isso não dispensa o semeador de semear, o construtor de edificar, ou o sentinela de vigiar. Ao contrário, a certificação divina é quem estabelece as atividades e o resultar delas.

É importante que se saiba, o SENHOR não está preso a um sistema mecanicista de causa e efeito. Ao estabelecer os fins, Ele determina os meios, como Lhe apraz. Ele levanta um e abate outro. Permite o justo sofrer aqui e farta o ímpio de bens. As coisas, simplesmente, não são como achamos que devem ser. Elas seguem o plano infalível de Deus, que em geral, nos escapa completamente.

Assim, nossa responsabilidade é trabalhar com determinação, não para suprir nossas necessidades básicas, pois desse modo agem os ímpios, mas principalmente por ser uma ordem do Criador, nosso Deus. Sem nos esquecermos, por mais virtuosos que pensemos ser, somos realmente incapazes sequer de nos prover o básico. E por isso, é necessário confiar no Pai Celeste (se é que você O tem) eternamente santo, todo-poderoso que é extremamente amoroso e graciosamente bom, que supre o que precisamos, de acordo com Sua vontade, que para os seus é sempre boa, perfeita e agradável...

...até mesmo quando dormimos.



Sem mais, Graça e Paz.


terça-feira, 9 de janeiro de 2024

VOCÊ DORME EM PAZ?

Salmo 4, verso 8 - "Em paz deito-me e logo pego no sono, porque, SENHOR, só tu me fazes repousar seguro."

Nunca se ouviu tanto sobre a necessidade de uma boa noite de sono como atualmente. Diversos especialistas afirmam que dormir bem é essencial para nossa saúde física e mental. Há um sem-número de remédios, receitas, produtos e procedimentos que prometem garantir o sono perfeito. Mas será que é assim mesmo que devemos buscar o "merecido" e necessário descanso?

A Palavra de Deus não se furta a direcionar todos os aspectos da vida humana. Certamente, ela também tem muito a dizer sobre a necessidade e o merecimento de descanso e até sobre o sono. Mas a perspectiva não é tanto de que eles promovem algum bem físico e mental, mas que sono e descanso são resultados graciosos (presente divino) a um coração que não se entrega às ansiedades da vida, mas antes confia no SENHOR. Não que a Bíblia proponha algo como um anestésico, ensinando uma técnica psicológica de fazer as coisas do agora não nos tocar, comover, nos importar, mas antes ela aponta verdades que fortaleçam o coração no SENHOR, o que permite descansar tranquilo.

Então, não é tanto qual remédio você tem tomado para dormir, ou que exercícios, trabalho ou tarefa extenuante precisa praticar para poder enfim 'apagar', ou ainda qual preparação deve ser feita antes de deitar-se para facilitar a chegada do sono; a pergunta certa é se realmente você tem confiado em Deus. Se você se sente tranquilo e seguro, pois sua vida está nas mãos dEle.

No fim, o que o salmista aponta nem é mesmo o processo natural de dormir. Embora perder o sono seja um bom indicativo de ansiedade, o autor sagrado afirma que uma fé verdadeira em Deus promove uma vida equilibrada e que, por isso, ele pode realmente dormir despreocupado.

Ou seja, o processo, a receita, o remédio para termos uma boa noite de sono, segundo a Bíblia, é confiar verdadeiramente em Deus. E isso quer dizer não outra coisa senão OBEDECER à sua Santa Palavra. Doutra forma, você realmente quer dormir tranquilo?! Pois bem, confie sua vida nas mãos do SENHOR, entregue a Ele o seu caminho, busque-O de todo coração, viva segundo a Vontade Prescrita de Deus e você terá realmente um coração inabalável.

Espero que você, esta noite, possa fechar seus olhos, sabendo que se esforçou para viver de acordo com a Bíblia, e que essa expectativa não está baseada na sua capacidade de atender a esse alto padrão, mas na vida de Cristo que, pela fé genuinamente bíblica, flui em você, levando-o a reconhecer sua indignidade em merecer o descanso e até mesmo o sono reparador e, por isso mesmo, se lance nas Mãos dEle, onde há misericórdia, e assim, logo pegue no sono... 

...você tem o dia todo para isso. 


Sem mais, graças e paz.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

A RECOMPENSA DIVINA

Epístola aos Hebreus 11.6 - De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e recompensa os que O buscam.

A Bíblia não começa com uma longa narrativa para provar que Deus existe. Em suas primeiras páginas, nem mesmo é apresentado um único argumento para, de alguma forma, validar o conceito de uma divindade. Entretanto, as Sagradas Escrituras rapidamente nos informam quem e o que somos, nosso dever diante de SENHOR e o fracasso em cumpri-lo.

Criados à imagem de Deus e conforme Sua semelhança, Adão e Eva foram capacitados e, por isso, comissionados social, cultural e espiritualmente para governar toda a Criação. Antes do fim do processo criacional do homem, Deus mesmo apontou o que desejava que ele fizesse e pelo que fosse responsável, e ainda, para ajudá-lo, deu-lhe a mulher, osso de seus ossos e carne de sua carne.

Não demorou muito, entretanto, para que esse casal primevo desobedecesse ao Criador e, consequentemente, tentasse se esconder de Deus. E então, expostos à Santa Ira e a justa condenação por causa do Pecado, que nos legou a morte física e espiritual, foram expulsos da presença prazerosa do divino Ser.

Mas Deus, sendo rico em misericórdia e literalmente a definição de Graça e Amor, estabeleceu um Caminho para a redenção: Cristo Jesus, o único, que através de seu sacrifício realmente foi capaz de trazer o perdão e restaurar a comunhão entre Deus e os homens.

É exatamente por isso que somente pela Fé se pode agradar a Deus. Somente crendo em Jesus Cristo, como Salvador, isso é, somente O amando verdadeiramente e, por isso mesmo, obedecendo Seus mandamentos é que realmente estaremos nos reaproximando de Deus, no sentido contrário ao que Adão e Eva fizeram quando se perceberam completamente inadequados diante da iminente chegada dEle.

Em outras palavras, só aqueles que depositam sua esperança em Jesus, que ao morrer na Cruz, com seu Sangue os redimiu, é que vivem em perfeita obediência ao SENHOR e assim verdadeiramente se aproximam de Deus.

Essa é a grande recompensa que Ele concede àqueles que de fato O buscam, a saber, aqueles que crendo nEle – no Filho Amado, que foi enviado para dar Sua vida em resgate por muitos – confessam seus pecados e reconhecem que são incapazes de permanecer vivos diante de Sua Majestade: receber a dádiva de nova comunhão em Cristo para a Vida Eterna.

É por isso que a Bíblia não começa argumentando sobre a existência de Deus, mas partindo da certeza dEle, expondo que tudo foi criado, do nada, por Ele. Pois aqueles que leem a Palavra para se aproximar do SENHOR sabem que Ele existe, pois foi Ele mesmo que, os amando primeiro, se aproximou desses, que receberam o dom da Fé...

...então, creia, se aproxime dEle. Exerça a fé que Ele já lhe deu. Busque ao SENHOR, sabendo que Ele te encontrará!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

HÁ UM CHAMADO SIMPLES E DIRETO PARA CADA UM DE NÓS: É PRECISO BUSCAR A DEUS.

 

Livro do profeta Isaías 55.6 - Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.

Ao olhar naturalmente para si, qualquer pessoa percebe que o verdadeiro poder está fora dela. Mesmo o mais cético dos homens ou o mais arrogante sabe, sem muito esforço, que depende de forças fora do seu controle, e que muitas coisas simplesmente são e acontecem sem que ele tenha qualquer participação nelas.

Somos constantemente bombardeados com ideias de que 'fazemos o nosso destino', 'controlamos a nossa história', etc. No entanto, somos igualmente lembrados da nossa fragilidade e incapacidade diante de situações como a morte ou cataclismas naturais. Sabemos que, em nós mesmos, nunca encontraremos todas as respostas e soluções.

A busca por Deus tem sido guiada por milênios de diversas formas, e é por isso que existem milhares de religiões em todo o mundo. No entanto, somente a Bíblia nos conta sobre a ação inversa: Deus buscando o homem. Isso é literalmente o Evangelho.

Desde a Queda, o pecado de Adão e Eva, contado na '3ª página' da Bíblia, somos informados de um Deus que vai ao encontro da humanidade. Mas, diferentemente do mais lógico, a atitude do casal primevo é exatamente a mesma que cada um de nós naturalmente toma: fugimos de Deus e nos escondemos do SENHOR.

Mais uma vez, hoje Ele nos chama para Si. Em Sua santa Palavra, somos instados a buscá-Lo enquanto Ele está disponível. Deus desceu de Sua glória e de forma maravilhosa se deu a conhecer como uma pessoa, assim como cada um de nós. Ele se apresentou humilde para nos ensinar humildade, gentil para nos apontar a bondade e servindo no Calvário para nos resgatar de nossos próprios pecados, morreu em nosso favor.

Deus não está longe! Não é difícil encontrá-Lo, não é complicado achá-Lo. Ele não está escondido nem disfarçado. Contudo, nossos pecados realmente fazem separação entre nós e Ele; por isso, precisamos nos negar diariamente e nos agarrarmos com mais firmeza à Palavra que nos aponta o caminho da Vida Eterna, Cristo nosso Senhor.

Obedecer a Deus e viver de acordo com Sua vontade revelada, a Bíblia, é a garantia de sucesso verdadeiro nessa busca. Olhe ao seu redor, de fato, Ele não está distante. Provavelmente, em sua casa, há inúmeras Bíblias, e em seu celular, é fácil 'baixar' um aplicativo que contém dezenas de versões deste Texto Sagrado. A "distância de um clique" está a voz de Deus, especialmente para hoje, hoje! Leia a Bíblia, faça orações...

...não perca a chance de buscar a Deus enquanto você pode achá-Lo.


terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Qual o alvo do nosso olhar?

Evangelho de São Mateus 6.22, 23- São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!

Que tipo de novidade tem sido o foco dos teus olhos? Qual é a natureza da informação que tem alcançado tua mente, teu coração, tua alma? Para onde tua vida está apontada? Qual propósito, objetivo, plano tem gerenciado tua caminhada?

Nesses versos, parte do conhecido Sermão do Monte, Jesus Cristo, o Bom Mestre, afirma sutilmente que aquilo que almejamos tem o poder de demonstrar o que realmente somos.

Por isso, se nossa visão estiver apontada para algo realmente bom, é porque nossa vida é cheia de bondade. Mas se, ao contrário, nossos olhos mirarem o mal, se nossa visão se focar na ganância, poder, lascívia etc. então obviamente estamos mergulhados na mais profunda escuridão.

Ora, Deus é luz; portanto, se Sua Santa Palavra for o desejo dos nossos olhos, se nossa vida caminhar segundo ela, então teremos em nós a maior fonte do bem, e nossa vida será toda luminosa.

A Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus, toda ela, cada parte dela e tudo o que dela se pode aprender, deve ser, diariamente, o guia para cada passo e decisão da nossa vida.

Assim, viveremos para a Glória de Deus, e nesse sentido, em obediência à vontade prescrita do SENHOR, o real motivo de se levantar da cama a cada manhã e a razão do empenho e dedicação ao trabalho, à família, à Igreja, e tudo mais, teremos a Luz.

Se teus dias forem assim, se for a Luz que vem do Alto, a verdade do Evangelho, o Cristo, a Luz dos Homens, que rebrilha em teu olhar, ah, que luzes serão!

domingo, 6 de agosto de 2017

O Credo Apostólico




Por Charles Grimm (com alterações)

O chamado "Credo Apostólico" é uma das mais antigas declarações da fé cristã (c. de 1700 anos). O Credo resume, em 12 frases, o que os antigos cristãos professavam - e, claro, professam ainda. Conta uma lenda que cada apóstolo teria dito uma frase. Contudo, sem dúvidas o Credo é, de fato, Apostólico, uma vez que foi baseado na doutrina dos Apóstolos revelada por inspiração divina e registrada nas Escrituras.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

O Dia do Cristão

Com a Ressurreição na manhã do primeiro dia da semana, Cristo não só introduziu uma mudança significativa na contagem do tempo, parece certo que o cristão prefere -- como é no mundo ocidental, mesmo que a meia noite e um seja do outro dia, sempre pensamos na madrugada associada ao dia anterior que surge na prática com o nascer do sol* -- manha e tarde, luz e trevas, o contrário do hebreu (e depois judeu) e da utilização bíblica, trevas e luz, tarde e manhã. Nosso Senhor trazer o Dia do Descanso não ao fim do jornada de trabalho, mas ao início da semana, lança óbvia luz sobre a relação com a Lei, verdadeiro prazer, e não um fardo, na vida do cristão, bem como afirma a nossa (do Eleito, o verdadeiro cristão) dependência unicamente de dEle, de Seu Trabalho, Sua Graça. Diferentemente do que se pode imaginar, não trabalhamos seis dias, e fazemos toda as nossas tarefas para então no Sétimo termos o direito de descansar; temos, imputado, nosso Descanso na Obra de Jesus Cristo, e por isso somos chamados a trabalhar.
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*o costume provavelmente venha da veneração solar comum em diversos povos, mas o ponto é que o Cristão passou a marcar o tempo assim e o mundo ocidental, a cristandade, o faz certamente por causa da influência modificadores de Cristo.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

A EXTENSÃO DA LEI DIVINA



ou uma causa objetiva da nossa reprovação particular e específica (Rm 7;7 a 11)

Embora os Dez Mandamentos (Ex 20;1 a 17) tenham sido dados aos hebreus quando reunidos lá no pé do monte Sinai, é fácil demonstrar a abrangência da Lei Divina, informada ao Seus Povo e registrada no Texto Sagrado*, sobre toda a humanidade. Não podemos nos esquecer da geração de Noé, que fora toda destruída porque eram carnais, i.e, não viviam de acordo com a Moral divina – parece certo insistir que toda aquela geração havia sistematicamente se tornado adúltera e promíscua (7º), profana (1º a 3º), violenta (6º).

Também que esse povo fora liberto, a pouco, de uma nação idólatra (1º e 2º): Deus havia punido os egípcios também por sua profusão de deuses – e toda a maldade e sofrimento (6º) lançado aos descendentes de José que havia se tornado um desconhecido (5º) , e antes, esse povo que agora caminhava livre – separado (ou eleitos) dos egípcios (reprovados) – para a Terra Santa, é descendente de Abraão que foi tirado – escolhido, o que implica na reprovação dos outros – de uma terra também idólatra (1º e 2º) para seguir um único Deus.

E antes de todos esses o próprio Adão, que pecou miseravelmente e entregou toda a humanidade ao estado deplorável de desconformidade com a Lei Moral de Deus; e como que quebrando cada um dos Dez Mandamentos! Teve a sua esposa como um outro deus a quem serviu e obedeceu comendo o fruto proibido (1º) e projetando em si mesmo a imagem de outro deus (2º), tanto ignorou, desprezou, legou ao nada, em vão, a Palavra de Deus (3º), não descansou na vontade divina (4º), desobedeceu seu Pai (5º), matou todos os humanos (6º) pois adulterou a ordem divina, em vez de ser o líder do seu lar, aceitou a interferência da serpente e submeteu-se a vontade de sua esposa (7º), comeu o fruto que não era seu (8º), dando falso testemunho, pois sendo imagem e semelhança de Deus, não agiu como convinha (9º) cobiçando ser igual a Deus (10º);

Mas acima de todas essas evidências está a fala de Cristo (Mt 22;34 a 40), que no resumo da Lei (os Dez Mandamentos) e de toda fala dos profetas (em especial a condenação pela desobediência), afirma que a Maior Lei de Deus que os homens devem observar, é o amor completo, total, superior, pleno, exclusivo, invariável, imarcescível ao SENHOR, único Deus (1º  ao 4º), e semelhantemente, ou seja, também importante ou exigido de igual modo por Deus de todo homem é o amor (nesse caso, bom entender como cuidado, caridade, atenção, ação prática em favor de...) ao próximo, no parâmetro do que se deve amar a si mesmo (5º ao 10º).

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* Em passant, fica aí também provado a graça divina que se estende somente sobre os seus, os únicos capazes de obedecerem a Vontade Santa, o homem natural nada pode fazer que desobedecer a todo instante e acumular ira Santa sobre si!

sábado, 15 de outubro de 2016

Sobre as Marcas da Verdadeira Igreja

Sobre as Marcas da Verdadeira Igreja

Há 3 marcas da verdadeira Igreja: A fiel exposição da Palavra; A correta administração dos Sacramentos; A Disciplina Eclesiástica!

É relativamente fácil ser um expositor das Escrituras. Por um processo meramente mental, pela aplicação da boa lógica no texto, se retira verdades, é quase mecânico -- não me tenha mal, é claro que o Espírito Santo é quem de fato faz a obra, mas a exposição das Escrituras pode, com certa facilidade, ser falsa; é sobre o que eu falo e não sobre o que eu faço; eu posso ser um hipócrita, e praticar o exato oposto do que afirmo nos sermões! Sim, fui ao absurdo para demostrar o ponto. É simples, o Texto é do Autor, e tem por intenção a comunicação, Ele é pai da Lógica, da compreensão, do entendimento, o que Ele diz é Reto, Certo, Justo e Bom. Meu trabalho como pregador é mais de desentulhar as mentes para que a Água Viva corra do que de alguma maneira purificar as torrentes das Águas.

A correta administração dos Sacramentos, começa pela compreensão de quantos e quais são esses sacramentos (diminui-los para ordenanças¹ num sentido menos glorioso, e ignorar que são também meio de graça, pois comunicam tanto aos participantes diretos, quanto aos que estão meramente presentes o Evangelho, é um erro terrível cometido frequentemente, que certamente desabona as igrejas hodiernas), e vai até a correta entrega ou prática -- o suporte teológico de cada detalhe da celebração -- bem como a recepção e lembrança piedosa deles, e no continuo e frequente ensino sobre o tema.

Esta correta administração, em certo sentido, também é fácil de fazer, tanto porque é pregação (exposição da Palavra também de outra forma), quanto é um ato público, celebrativo, belo e bom -- longe de ignorar a veracidade da pregação do martírio do Senhor, volto a dizer, não estou minimizando tais marcas. Afirmo apenas que também é algo, digamos, mais extrínseco; conseguiria faze-la sem o zelo correto, sem a devoção necessária, sem a piedade óbvia e talvez ninguém perceba nada; há aí também QUASE um "ex opere operato"².

Já a Disciplina Eclesiástica parece mesmo o inverso. Confesso, é certo que em muitas comunidades locais tal marca da verdadeira Igreja é abusivamente usada, ao ponto que essa marca se torne cicatriz, ferida aberta! Em vez de trazer ao arrependimento, torna ainda mais duro e odiosos o coração do faltosos – muitas vezes injustamente denunciado. Não por isso, entretanto, há que se ir pelo exato oposto; não aplicar disciplina é tanto desobedecer a Deus como negar sua Maravilhosa Graça a povo santo, porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe (Hb 12:6).

Então diferentemente das outras duas marcas que confessadamente afirmei certa facilidade em ‘demonstrar’, pois estas QUASE se operam sozinhas, a Disciplina Eclesiastica é necessariamente administrada pela Igreja. E isso não é algo fácil, não se formos verdadeira Igreja ao manifestar tal marca. Seja pelo caráter do Pai que estimula a santidade pelo açoite, seja pela perpetração da pena em nós por nós. E parece mesmo que é isso que Ele quer. Pois antes de imaginarmos que a justeza do ato trás a Justiça de fato, há aí tipificado um dom do Alto:

Poderia ilustrar o ponto defendido (não é meu expediente comum, mas serve bem ao caso) com um pitoresco e bom exemplo próprio:

Certa vez meu pai ao me corrigir mandou que eu mesmo fosse buscar uma vara na árvore de amoras na casa do vizinho, suas orientações específicas foram para que eu escolhesse a melhor vara, para que com ela ele me disciplinasse, sob pena da castigo ainda maior... de fato o ensino, a admoestação, a reflexão, o arrependimento e o conforto (lógico, posterior!) ocorreram enquanto ia buscar o instrumento da minha (justa) tortura, martírio físico – que nem mesmo ocorreu!

A verdade é que cada golpe que a Igreja é chamada a administrar sobre os fieis, corta também o lombo daqueles que são instrumento dessa apenação (penalização). E como aquele menino que caminhava para escolher a vara que seria usada para corrigi-lo, que a cada passo em direção da árvore (que também produz frutos que sangram – que ilustração da Graça!) vai se tornando um homem, volta feliz para o castigo físico, já curado e fortalecido pela repreenda, assim também a Igreja, a noiva de Cristo, e tornada santa, perfeita e sem mácula, não pela dor da corrigenda de um de seus membros, nem mesmo pelo golpe dado em si mesma, mas por se lembrar, no ato da disciplina, disciplina aplicada em si por si mesma, que Alguém suportou o Castigo que nos trás a Paz, e ele fez isso voluntariamente.

Não não é fácil disciplinar alguém, não é bom golpear o outro, pois cada vergão que sobe, sobe em meus lombos, e mais que isso, tal sinal é espelhamento do Martírio de Cristo.
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¹ Não falo de semântica, sacramentos são obviamente ordenanças do Senhor, mas não são só mandamentos como também são os 10 de Ex 20, os sacramentos além de terem sido dados pelo próprio Cristo e serem a mudança de regime (o que aponta perfeitamente para a Graça em Cristo), Lei e Evangelho, Sacrifícios sangrentos para Sacrifícios vivos, são comunicação aos 5 sentidos de quem é e o que fez o Salvador pelo seu povo.

² "Opera pela operação", diz-se, na teologia, daquilo que tem poder em si mesmo, opera (eficiência) pela mera operação (prática, realização) independente da fé do ministro e/ou ministrado; no sentido afirmado nesse artigo, digo que tanto a pregação quanto a ceia e o batismo tem em si certo poder (eficiência), pois são a Palavra exposta em cada um desses Sacramentos, ela sempre faz (opera) aquilo que por Ele foi determinado (Is 55;11), nem sempre entretanto, os Sacramentos serão meios de graça, pois àqueles que participam sem entendimento segue-se juízo (Mt 7, 24 a 27 e I Co 11;27 a 30).

sábado, 3 de setembro de 2016

4 simples razões para batizarmos crianças:

1) A obviedade: Parece certo insistir que nos tempos do Novo Testamento, as crianças simplesmente eram batizadas. É bastante plausível que boa parte (se não a maioria) das famílias que aceitavam a nova fé, e por isso se batizavam, tinham crianças que eram também introduzidas no cristianismo pelo batismo. Assim é razoável pensar que quando o Texto Sagrado disse que alguém foi batizado juntamente com toda a sua casa, ali se batizaram crianças também.

2) A antiguidade: É tão possível que nos tempos apostólicos se praticava o batismo infantil que registros dos primeiros séculos do cristianismo tratam disso:
ORIGENES (185 – 254) disse, “A Igreja recebeu dos Apóstolos o costume de administrar o batismo até mesmo para crianças”.
HIPÓLITO (? - 235) afirma “...e si batizarão as crianças em primeiro lugar. Todos os que puderem falar por si mesmos, falarão. Enquanto aos que não podem, seus pais falarão por eles ou alguém de sua família. Se batizará em seguida os homens e finalmente as mulheres...”;
CRISÓSTOMO (347 - 407) “batizamos também as crianças de pouca idade”;
AGOSTINHO (354 – 430) “desde a circuncisão, que era então o sinal da justificação pela fé, tinha valor também para as crianças, pelo mesmo motivo o batismo desde o momento que foi instituído. (com alterações)”
              Interessante o mais antigo registro contra o batismo de infantes parece ser do herege Pelágio no século V.

3) A continuidade
: Se no antigo modo da Aliança, a circuncisão era símbolo do povo de Deus, que devia ser aplicado, sem demora e sem estorvo, a todo o macho (no 8º dia; Lv 12;3), por que agora o batismo nas águas tendo o mesmo sentido, mas ampliado pela largura da Graça em Cristo, deve ser atrasado? Se os filhos dos cristãos, são também parte do povo de Deus, por que negar-lhes o símbolo? Se a promessa é para a família, que faria a fé obediente, além de batizar o infante?

4) A objetividade: Em Mt 28;18 a 20, quando o mestre passa a Grande Comissão, inequivocamente afirma a necessidade do sacramento do batismo. Daí segue-se que devem ser batizados todos os que estão sendo ensinados a obedecer tudo o que Cristo ensinou, sendo feitos assim discípulos (literalmente cumprir o ide...) Se os filhos dos cristãos devem ser ensinados na disciplina do Senhor (Ef 6;4), logo devem ser batizados!

Conclusão: 
O Batismo Cristão não é para a salvação, nem para o perdão de pecados, nem mesmo de arrependimento. Segundo Jesus (Mt 28:19 e 20), o 'batismo, com água, no Nome Tríplice' é marca inicial dos que aderem a Fé Cristã. E para tal, não há referência a quantidade de água e nem a origem ou local dessa água, ou percentual do corpo que deve ser molhado. Bem como não há idade mínima ou máxima para receber o selo (batismo). Nem mesmo a quantidade assimilada dos ensinos de Jesus (poucos ou muitos) é apontada como qualificante! A REGRA dada por Jesus é simples: Feito discípulo, isso é, sendo ensinado a obedecer TUDO o que Cristo mandou, fez e ensinou, este deve receber a marca de iniciação cristã (Batismo nas águas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo). SIMPLES ASSIM, tenha fé, OBEDEÇA!
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A citação dos ‘Pais da Igreja’ (ponto 2) foi retirada de diversas pesquisas, inclusive via internet, mas confirmada sobre tudo, nas afirmações similares de F. Turretini (Compêndio de Teologia Apologética, 3, XIX, 7, pág. 508,) e de H. Bavinck (Dogmática Reformada, 4, 10, pág. 503).

sábado, 23 de julho de 2016

O Ofício Feminino


Este artigo foi baseado no estudo apresentado na Congregação Presbiteriana do Jardim Eldorado em Porto Velho - RO em 22 de julho de 2016.


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Numa rápida pesquisa verifica-se que desde meados do séc. XX, mesmo que poucas, começou-se a ordenar mulheres ao sagrado ministério; já em 1948 a Igreja da Dinamarca, de teologia luterana, teve a sua primeira mulher-padre. A Igreja da Suécia (também luterana) que ordena mulheres desde 1958, tem desde 2013 uma arcebispa (Antje Jackelén). Especialmente depois da revolução sexual americana dos anos 1960, há pressões crescentes para que elas exerçam TODAS as atividades tradicionalmente masculinas. A igreja obviamente não está imune a isso, tanto que muitas mulheres estão sendo ordenadas em ofícios eclesiásticos. Embora igrejas de matriz Romana (e similares) ou as protestantes mais conservadoras, ainda não ordenem mulheres, no Brasil, grupos históricos de pentecostais, batistas e metodistas, já tem em seus quadros pastorais, mulheres ministras e dentro do movimento neo-pentecostal já há muitas pastoras, bispas e até apóstolas, algumas inclusive famosas.


sábado, 9 de julho de 2016

4 observações sobre o 4º mandamento

(Ex 20; 8. a 11):

1) O mandamento é para ser lembrado, trazido e mantido na memória, deve ser algo buscado, perseguido, incentivado... por isso mesmo esse mandamento está positivado na Palavra, diferentemente de outros oito dos dez mandamentos (que são negativos, “não farás...”). Nossa tendência natural é então rechaçada, somos egoístas, cremos que nossa capacidade nos dará tudo, confiamos na força dos nossos braços, o trabalho e a determinação nos farão avançar; esse mandamento nos esmaga, humilha, mortifica! Nos faz lembrar que nada somos, que Deus é o Senhor do Tempo, exalta uns e abate outros, e determina a sorte das nações. E mais, Ele que criou o mundo, descansou! Fica óbvio que há um tempo determinado para tudo e até para o descanso, não seja impertinente.

Lembre disto!

2) O mandamento fala do dia de descanso físico, da suspensão do trabalho; é para nosso deleite, nosso prazer! Não é (e nem deve ser) um fardo, uma tortura e nem uma obrigação mecânica, mas sim um privilégio, uma dádiva, um presente imerecido! Não uma arma ou arapuca, para nos fazer tropeçar... ele é nosso, e não nós, dele! Afirma-se aí benevolência do Senhor que concede um descanso aos seus servos, e nos estimula a agir assim com todos os que estão a nossa volta, seja com nosso filhos, colegas e funcionários, ou com outros, sobre nossa supervisão e autoridade, e até mesmo sobre os nossos animais.

Descanse assim!

3) O mandamento aponta que o descanso (físico) é santo (correto, bom, justo, divinamente inspirado – e, já por isso, obrigatório: os filhos de Deus buscam obedecê-lo), mas não é meramente isso, não fala só do corpo, do mundo físico, do animal. O mandamento é também espiritual; deve ser consagrado, ou seja, separado do comum e dedicado a Deus, tem-se então a face cúltica evidente – sua observância será agradável ao Senhor, mas deve ser sem mentiras e hipocrisia, sem legalismo destituído de entendimento e amor; não cultuemos a Deus presos a perscrutações sem fins e regrinhas, queixumes e questiúnculas, que antes ofendem e matam, nada misericordiosamente necessário. Cristo é nosso Descanso, é o dia dele, dia futuro, semanalmente anunciado.

Santifique isso!

4) O mandamento foi mudado: o sétimo dia passou para o primeiro – isso é biblicamente comprovado*! Essa mudança afirma um novo começo, uma nova dispensação, um novo Sacerdócio, e certamente uma nova forma de observá-lo. Não mais na caducidade da letra, mas apoiado na Palavra Viva, o Senhor Jesus. O que mostra também o verdadeiro cumprimento que está em Cristo, pelo que temos livre acesso ao nosso deleite real, Àquele que é a razão existencial, nosso propósito principal! Entraremos, por pura e maravilhosa Graça no Descanso do Senhor, que desde do princípio está reservado para aqueles que lavaram as suas vestiduras com o sangue do cordeiro.

Guarde isso!

Concluindo:
Seu coração, deseja Ele? Então deve desejar o dia dEle, mesmo o já previamente vislumbrado no encontro semanal da Igreja. Não faça disso um "cavalo de batalhas", mas não esqueça que é prescrição divina, o santo descanso. Lembre-se, o dia do Senhor será o dia da consumação da nossa salvação, dia este, já realizado na eternidade, confirmado na historia pela cruz e pela ressurreição, e semanalmente anunciado. É o dia da vitória de Jesus, vitoria por nós; não minimize e nem menospreze essa realidade. Mas não torne essa data um suplício nem para ti, nem para os outros! Organize-se para aproveitar o máximo possível esse dia, em especial a Palavra Viva que deve ser anunciada (e ouvida) na Igreja.

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* Veja em: http://acruzonline.blogspot.com.br/2016/06/7-vozes-sobre-o-7-dia.html

quinta-feira, 23 de junho de 2016

7 Vozes sobre o 7º dia


Esse artigo tratar objetivamente do 4º Mandamento (Êxodo 20;8) na celebração cristã em sua óbvia transição do 7º para o 1º dia da semana. A ideia é afirmar o valor piedoso do culto no domingo. Não haverá uma defesa do modo especifico de se observar esse mandamento para além desse quesito; isso ficará para outro momento, afinal esse tema é muito bem estruturado nas diversas tradições cristãs. Segue então 7 apontamentos, escalonados – penso eu – em ordem crescente em importância ou peso argumentativo, sobre a mudança do 7º dia.

1- A voz do calendário:
Em 320 d.C. na reforma do calendário romano, oficializam o primeiro dia da semana como “Dia do Senhor” especificamente por ser o dia conhecido e aceito costumeiramente como sendo próprio da celebração cristã. Conjuntamente, se mantém o sabbath (sábado) em referência ao antigo compromisso judeu (lembre-se que haviam muitos judeus em todo o mundo romano). Eles não são juntados ou ignorados, indicando que eram dias para diferentes religiões, realidade já clara ainda nos primeiros séculos da era comum. E mais, o concílio de Niceia (ano de 325 d.c), faz alusão ao Dia do Senhor, primeiro dia da semana, em uma de suas decisões. O Dominica Dies (literalmente Dia do Senhor), mais para frente “domingo” – no nosso bom e velho português – passa a reger o início das semanas. Ou seja, a influência cristã na sociedade romana, religião que inicialmente foi mortalmente perseguida, depois tolerada, aceita e oficializada é que força a mudança do calendário e não o contrário, como afirmam alguns.

2- A voz da Tradição:
Em meados do século II, Justino, o Mártir, identifica “o viver cristão com o sábado perpétuo que consiste de abster-se do pecado, e não do trabalho” – uma clara oposição ao costume judeu. lrineu encarava o sábado como um símbolo do futuro reino de Deus, no qual aqueles que serviram a Deus “num estado de descanso, participariam da mesa de Deus”, espiritualizando o entendimento do mandamento. Tertuliano declarou: “Nós não temos nada a ver com as festividades judaicas”, obviamente incluindo o sabbath. Orígenes disse do cristão perfeito: “Todos os seus dias são do Senhor e ele está sempre observando o dia do Senhor”, contra o exclusivismo sabatista. Mas no Didaquê, o mais antigo manual de preparação de batismo e discipulado da Igreja Cristã (80-90 d.C.), diz no Capítulo XIV: Reuni-vos no dia do Senhor (o primeiro dia da semana) para a Fração do Pão e agradecei (celebrai a Eucaristia), depois de haverdes confessado vossos pecados, para que vosso sacrifício seja puro.

3- A voz da História:
Parece certo dizer que foi só no início do século XVII que essa ideia ganha algum interesse. Na Inglaterra, em 1617, um grupo dissidente de batistas organizou a primeira Igreja Batista do Sétimo Dia. Literalmente se separando da cristandade da época. Embora o contexto histórico conturbado fundamente, também, essa separação, simplesmente eram o único grupo a insistir com isso. E segundo eles mesmos, foi por isso que eles se separam. O distintivo era observar o sábado (sétimo dia) como dia de descanso e adoração, “uma exigência imprescindível do cristianismo bíblico”. Foi-se mais de duzentos anos até que por influência de Raquel Oaks, viúva, membro da igreja Batista do Sétimo Dia, o pastor Frederick Wheeler passa a observar o sétimo dia, iniciando assim o que mais tarde se torna a Igreja Adventista do Sétimo Dia, os mais “famosos” cristãos sabatistas. Isso não é desimportante, é como afirmar que levou 1500 anos para o Espírito Santo convencer a igreja a ser pura!

4- A voz da Reforma:
Calvino em sua mais notável obra, diz que o apóstolo Paulo ensinava que os cristãos não devem ser julgados por sua observância (a guarda do sábado ou de outro dia especial) pois era apenas sombra da realidade futura. E, mais, afirma também que o autor da Carta aos Romanos acusa de ser “supersticioso quem distingue um dia de outro dia”. E completa, “visto que era proveitoso afastar a superstição, foi abolido o dia religioso dos judeus (sábado ou sétimo dia), e como era necessário manter na Igreja o decoro, a ordem e a paz, outro dia foi destinado para esse fim”. Prosseguindo, para concluir seus argumentos, diz: “Não foi aleatoriamente que... antigos colocaram o dia do domingo no lugar do sábado. Dado que a verdadeira quietude que o antigo sábado representava teve na ressurreição do Senhor um fim e complemento, pelo mesmo dia, que pôs fim à sombra, os cristãos são admoestados a não aderir a uma cerimônia de sombras”.

5- A voz da Pureza:
Já os puritanos – parte da sociedade inglesa do sec. XVII e XVIII – sinceros e profundos conhecedores da fé cristã, bíblicos, interdenominacional, anti-romanistas, indiscutivelmente fieis e abnegados, dispostos até morrer pelo que acreditavam ser a correta interpretação da Palavra de Deus, são unanimes em compreender a obediência ao 4º mandamento (lembrar-te do dia de sabbath, para o santificar) como a observação piedosa do primeiro dia da semana (domingo). É fácil provar a disposição deles em romper com tudo que era meramente tradicional ou apenas romanismos, e caminhar na certante das Escrituras Sagradas. Eles avançaram sobre temas como o governo eclesiástico, as relações da Igreja e o Estado, negaram o cerimonialismo, o poder papal, partilhavam um ativismo sócio-político tocante e eficaz, mas simplesmente insistiram – e até de forma radical; vejam os padrões de Westminster – "o Dia do Senhor é o primeiro dia da semana"! Notem que esses eram contemporâneos dos primeiros sabatistas, não há dúvidas da posição deles – o que diz muito! 

6- A voz da Teologia:
Cristo ao se afirmar o Senhor do sabbath, coloca esse mandamento na perspectiva certa: o descanso foi feito para o homem e não o contrário (Marcos 2;27 e 28), vence a superstição associada ao dia – as 24 horas semanais tem algum valor em si mesmas –  sacramentando, de modo inquestionável, o valor piedoso – obediência e submissão, afinal até Deus descansou! – já do cuidado do corpo garantido pela simples observação do descanso físico semanal. Em outro ponto, João 4;23, num dia comum, o Mestre afirma que a hora já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, pois estava trazendo essa hora cativa a si mesmo (João 15;1-11). Somando-se às leis do Antigo Testamento que regem a observância do sábado, devem-se compreender o princípio do “novo sábado”, relembrando o passado bendito, no Éden e seu fruir livre, prazer de Deus – e Árvore da vida quase sempre esquecida! –  contrastando com parte da pena imposta a humanidade (o sustento através do penoso trabalho), quanto para o dadivoso futuro, numa expectativa da vitória definitiva de Jesus Cristo, da qual sua ressurreição, que aconteceu no primeiro dia da semana, é um prenúncio, o Último Dia, o Dia do Senhor que é verdadeiramente o Descanso prometido por Deus (Hebreus 4;1,3, 7-11), e em especial como apontamento já no presente, do Descanso na visão cristã, antes de tudo, A Paz com Deus, um cumprimento espiritual da alegoria no Salmo 23. Em outras palavras, o leve fardo e o suave jugo do Senhor (Mateus 11;30). Ou seja, por causa do Cristo glorificado, que santificou todos os tempos, rasgando o véu da separação, dando livre acesso ao trono da Graça (Efésios 2; 11 a 18), o domingo não é como o sábado dos judeus (atrasado 24 horas) – pois se for, incorre-se no mesmo erro dos judaizantes – mas um anúncio de vitória completa de Cristo, passado, presente, futuro; o próprio dia é em si Pregação!

7- A Voz da Palavra:
Fica claro em todo o livro de Atos que tanto Paulo, quanto os outros apóstolos iam as sinagogas, aos sábados (sétimo dia), pois era o dia comum de funcionamento, para ali pregar o Evangelho aos judeus! Mas em Colossenses 2;16 e 17, Paulo, o apóstolo dos gentios, afirma não ser necessário fixar-se em datas e dias dos judeus e nem em outro costume da religião judaica. Em Gálatas 4;10 e 11 ele lamenta, questionando o resultado do seu trabalho, exatamente porque, entre outras coisas, os crentes daquela cidade estavam querendo guardar “dias, e meses, e tempos, e anos”. Interessantemente no concílio de Jerusalém (Atos 15), os apóstolos reunidos não impuseram aos não-judeus, nenhuma outra coisa além de que se guardassem da idolatria, da imoralidade sexual, da carne dos animais sufocados (talvez torturados) e do sangue (provavelmente uma alusão à rituais pagãos de abatimento animal). Eles não ratificaram a observância do sétimo dia, preceito importantíssimo no judaísmo. Entretanto é inegável o fato: a Ceia do Senhor era realizada no primeiro dia da semana (domingo)! Numa tradução mais literal de At 20:7, “no primeiro dos sete dias da semana, tendo os discípulos sido ajuntados para partir o pão, Paulo, estando para viajar no dia seguinte, de forma completa argumentava com eles; e prolongava a pregação até à meia-noite...”. Segundo uma nota de tradução, os termos “των σαββατων”, que foram traduzidas na maioria das versões – inclusive na mais usada pelos sabatistas – como relativo semana, estão no caso genitivo e no gênero plural, forçando a compreensão num sentido de “primeiro dia da semana” (domingo), foi esse entendido usado para outras oito passagens: Mateus 28:1; Marcos 16:2,9; Lucas 18:12; 24:1; João 20:1,19; ICoríntios 16:2.  – Pense bem, o reanúncio do Sacrifício materializado, um sacramento, ordenança de Cristo, meio de Graça, não só ao coração (doutrina) mas também para os cinco sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar) era naturalmente feito no domingo. Isso é muito significativo!

A Voz da Razão:
O cristão deve fugir de qualquer superstição quanto o tema. O 4º mandamento se mantém em seus princípios, assim como todas as leis cerimoniais do Velho Testamento. Embora se possa argumentar de modos diversos como deve ser essa observância específica, é sábio insistir que o dia da semana foi mudado. Coisa que não se prova apenas por um mero verso, mas por toda a sabedoria divina presente em toda a Escritura Sagrada.

A voz de outros:

Para saber mais sobre a tradição (patrística), sugiro:
http://www.paulus.com.br/loja/patristica_c_100_175.html

Sobre o pensamento de Calvino, sugiro:
http://loja.clire.org/produto/a-instituicao-da-religiao-crista-tomo-1-e-2/
http://www.cristaoreformado.com/2016/06/o-que-calvino-realmente-disse-sobre-o.html

Para saber mais sobre os puritanos, sugiro:
http://www.livrariacultura.com.br/p/paixao-pela-pureza-42891540
http://www.editorafiel.com.br/produto/5504435/Santos-no-Mundo

Sobre o 4º mandamento sugiro:
http://www.monergismo.com/textos/dez_mandamentos/quarto_solano.htm
http://editoramonergismo.com.br/?product=os-dez-mandamentos

Observações:

A citações dos pais da igreja foram retiradas de livros digitais usados na minha monografia para ordenação;
O Didaquê pode ser consultado aqui: http://www.ofielcatolico.com.br/2001/05/o-didaque-instrucao-dos-apostolos.html
A citações de Calvino, são do capítulo VIII, parágrafos 32, 33, 34, livro 1, tomo 2, da UMESP.
Originalmente postado em: http://acruzonline.blogspot.com.br/2016/06/7-vozes-sobre-o-7-dia.html